Sunday, September 23, 2012

Modelo: A simulação estocástica

Sobre o modelo de actuação da equipa de António Gaspar (Ministro das Finanças do XIX Governo Constitucional):
Para Sandro Mendonça, professor no ISCTE " na cabeça de António Gaspar (e muito provavelmente Carlos Moedas e o sub-conselheiro-outsider António 'Goldman Sachs' Borges) e na forma como os bancos centrais olham para para a economia, há um cocktail de Milton Friedman com simulação estocástica. Isto é, liberalismo com abstracção matemático-estatística."

Vítor Gaspar e Wolfgang Schäuble - 
Tratam-se de simulações onde se ensaiam mundos abstractos e as decisões que decorrem daquelas simulações não têm por base conhecimento substantivo da economia nem de como ela funciona. Estão, antes baseadas num conjunto de artifícios técnicos aos quais é imputada cientificidade.
O "nosso" Gaspar vem desse mundo teórico e abstracto...

(Analisado e compilado a partir de um artigo da revista Visão por João Paulo Vieira)

"Acabem com esta crise" (Paul Krugman)

Uma das maiores dificuldades de lidar com esta crise é, em primeiro lugar, o facto natural de tanto nós meros mortais, como  Deus Nosso Senhor não percebermos nada sobre de finanças...a menos que nos toquem na carteira (ou se perdermos o emprego).
Outra dificuldade é o poder da mensagem que nos tem sido injectada por alguns, mas influentes politicos, comentadores, economistas, curandeiros e videntes, que "vivemos acima das nossas possibilidades", aquilo que Krugman chama de "narrativa distorcida europeia" no seu livro-manifesto "Acabem com esta crise". Krugman, diz que se trata de um "relato falso sobre as causas da crise que impede verdadeiras soluções e conduz de facto a medidas politicas que só pioram a situação.". Krugman vai mesmo mais longe afirmando que se trata de uma "narrativa completamente errada".
 
Paul Krugman
Krugman afirma que "foi só com a chegada da crise americana à Europa que a dívida pública disparou". Aceita que a Grécia (e Portugal, "embora não à mesma escala") incorreu em "irresponsabilidade orçamental", mas refuta claramente a "helenização" do problema europeu. "A Irlanda tinha um excedente orçamental e uma dívida pública reduzida na véspera de deflagrar da crise. A Espanha também tinha um excedente orçamental e uma dívida reduzida. A Itália tinha um alto nível de endividamento herdado das décadas de 1970 e 1980, quando era realmente irresponsável, mas estava a conseguir fazer baixar de forma progressiva o rácio do endividamento em relação ao PIB".
Krugman não é socialista, nem nada que se parece, e até defende a austeridade, mas não esta.

Implicitio

Quando diariamente leio (ou oiço) uma noticia, comentário, artigo ou mesmo um capítulo de algum livro, que considero relevantes sobre esta nação, sinto a necessidade de os partilhar, pelo menos de uma forma mais estruturada, menos self-service... Por vezes (se não na sua maioria) algumas das coisas que vou registando vão se diluindo na minha cabeça. Este blogue é uma extensão (e uma garantia) daquilo que não quero esquecer e gostaria de partilhar. Até logo!